O que torna um videojogo independente?
Financiamento, liberdade criativa e publicação: as três dimensões da independência no desenvolvimento de videojogos, segundo a investigação académica.
Projeto relacionado: Videojogos independentes
“Independente” é uma das palavras mais usadas nos videojogos, e uma das menos claras. A definição mais comum é fazer jogos sem o apoio de uma editora, mas nem todos os casos cabem nessa frase.
Três formas de independência
Num artigo publicado em 2016 na revista Game Studies (resumo da Universidade de Tampere), Maria B. Garda e Paweł Grabarczyk propõem olhar para a independência em três dimensões:
- Financeira: o jogo é financiado pelos próprios criadores, o que tende a limitar a sua dimensão.
- Criativa: quem desenvolve não responde às exigências de uma editora.
- De publicação: o jogo é publicado de forma independente.
Um jogo pode ser independente numa destas dimensões e não nas outras. Os autores notam ainda que estas características não determinam, por si só, a forma como o jogo se joga ou parece.
Porque isto importa
Falar de independência é falar de escolhas: quem paga, quem decide e quem publica. Cada resposta traz vantagens e limites. Mais liberdade criativa pode significar menos recursos, e menos recursos obrigam a escolher bem o que construir.
Por isso, as ferramentas têm um papel importante. Boas ferramentas de apoio à criação podem simplificar processos técnicos e deixar mais tempo para aquilo que distingue um jogo.
A abordagem da ETUNIM
A área de videojogos independentes da ETUNIM está em fase de conceito. Queremos criar experiências interativas originais e ferramentas de apoio ao desenvolvimento de jogos.
Ainda não anunciámos títulos, motores de jogo nem datas. Quando houver novidades concretas, serão publicadas aqui.
Fonte
- Maria B. Garda e Paweł Grabarczyk, Is Every Indie Game Independent? Towards the Concept of Independent Game, Game Studies, vol. 16, n.º 1, 2016 (resumo).
